quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Dentição

Um belo dia, naquele sorriso tão familiar, surge uma novidade: nasceu o primeiro dentinho do bebê! O evento é logo comunicado aos avós, tios, amigos, e é mais uma pequena festa para a família.
Em geral, o primeiro dentinho vai nascer quando seu bebê tiver cerca de 6 meses, mas variações individuais podem adiantar ou atrasar essa data, sem prejuízo ou vantagem para a criança. O importante é que, até os 3 anos, ela esteja com a primeira dentição completa: 20 pequenos dentinhos de coloração leitosa, 10 no arco dentário superior e outros 10 no arco inferior.
Assim como a data do primeiro dente, a seqüência dos outros varia, mas em geral segue uma ordem: os da frente vêm antes do que os detrás, os de baixo nascem primeiro do que seus correspondentes de cima. Veja abaixo a data média do nascimento dos dentes de leite.
Quando eles costumam aparecer | |
6 meses | incisivos centrais inferiores |
7 meses | incisivos laterais inferiores |
7 meses e meio | incisivos centrais superiores |
9 meses | incisivos laterais superiores |
12 meses | primeiros molares inferiores |
1 ano e 2 meses | primeiros molares superiores |
1 ano e 4 meses | caninos inferiores |
1 ano e meio | caninos superiores |
1 ano e 8 meses | segundos molares inferiores |
2 anos | segundos molares superiores |
O melhor amigo do bebê na hora em que o dente está para nascer é um mordedor. Ele tem a forma ideal para massagear as gengivas sem machucar, aliviando a coceira. São feitos com materiais esterelizáveis e muitos deles têm dentro um gel que os mantêm geladinhos (é só deixar o mordedor por um tempo na geladeira).
Aí, é melhor ainda: o frio dá uma anestesiada nas gengivas e bom alívio. Por isso é bom oferecer bebidas geladas quando o bebê está sentindo muita coceira. Alimentos frios e mais durinhos também ajudam a massagear as gengivas.
Além disso, há pomadas e soluções com substâncias analgésicas, como a xilocaína, que diminuem o desconforto do bebê. Pergunte ao pediatra ou ao dentista se esses produtos podem ser usados no seu filho.
Aí, é melhor ainda: o frio dá uma anestesiada nas gengivas e bom alívio. Por isso é bom oferecer bebidas geladas quando o bebê está sentindo muita coceira. Alimentos frios e mais durinhos também ajudam a massagear as gengivas.
Além disso, há pomadas e soluções com substâncias analgésicas, como a xilocaína, que diminuem o desconforto do bebê. Pergunte ao pediatra ou ao dentista se esses produtos podem ser usados no seu filho.
Principais dúvidas dos pais
1 - É normal o bebê ficar irritado quando o dentinho está para nascer? Sim, porque a pressão do dente para sair da gengiva causa coceira e desconforto.
2 - A erupção do dente causa dor ou sangramento?
Não. Apesar da coceirinha desconfortável, o bebê não sente dor e a gengiva não sangra.
3 - A gengiva muda de aspecto quando o dente vai nascer?
Podem surgir pontos roxos (hematomas). Isso é mais comum na região dos molares.
4 - Por que o bebê saliva mais na época de nascerem os dentes?
O aumento da salivação pode estar relacionado à coceira, que faz o bebê mexer mais a boca, morder objetos, etc. Mas pode ser apenas sinal da maturação das glândulas salivares, que costuma ocorrer na mesma época dos primeiros dentes.
5 - O nascimento do dente pode causar febre?
É até possível ocorrer um discreto aumento da temperatura por causa do rompimento da gengiva, mas é uma febre baixa e passageira. Se persistir, procure o pediatra.
6 - E diarréia?
Muitas mães relatam episódios de diarréia na época do nascimento dos dentes. Como nessa fase o bebê está sempre colocando a mão e objetos na boca, pode ser contaminado pela sujeira. Além disso, a época dos primeiros dentes costuma coincidir com a introdução de novos alimentos; na transição do leite materno para as papinhas podem ocorrer diarréias eventuais, que logo passam.
Para seu filho crescer com dentes saudáveis, mastigar é preciso. Por isso, depois que o bebê sai da fase de sucção (a partir dos 6 meses), é importante dar a ele, aos poucos, sopas menos líquidas. Da papinha aos pedaços de frutas mais moles e legumes cozidos, depois pedacinhos de frutas e legumes mais resistentes, até o bifinho — com 3 anos, eles já têm de estar comendo de tudo. Alimentos que exigem mais mastigação ajudam a desenvolver os maxilares, massageiam as gengivas (um alívio quando um novo dente está para nascer) e colaboram para o posicionamento correto dos dentes. Promovem ainda uma autolimpeza da boca, ao remover resíduos de alimentos aderidos aos dentes. Na fase da dentição mista, quando os dentes de leite começam a ser trocados, esses alimentos são fundamentais para o processo de reabsorção da raiz dos dentes de leite e para estimular a erupção dos permanentes.
Cuidado com os doces
Balas, chocolates, pirulitos, gomas de mascar estão no topo da lista dos alimentos que mais provocam cáries. Só que também costumam ser os campeões na preferência infantil. Não é o caso de abolir totalmente essas guloseimas, mas é muito importante controlar o consumo de modo a causar o menor dano possível aos dentes. No capítulo doces, o perigo está ligado à freqüência e à consistência. Quanto à freqüência, é pior comer doces várias vezes ao dia do que uma só vez. Em relação à consistência, quanto mais “grudento” o doce, pior — o tempo que fica aderido ao dente aumenta a chance de cáries. Assim, balas moles são piores do que balas duras.
Refrigerantes: atenção dobrada
Os refrigerantes, além de serem supercariogênicos, representam um perigo a mais para a saúde do dente: muitas dessas bebidas contêm substâncias ácidas que, com o tempo, desgastam e corroem o esmalte dos dentes. O melhor é não criar o hábito de tomar refrigerantes, não oferecendo a bebida na mamadeira aos bebês e, para os mais crescidos, restringindo seu consumo a festas e ocasiões especiais.
Dentes de leite: cuidar deles é fundamental!
Que eles caem, todos sabem. Mas há um tempo correto para isso acontecer
Muitos pais não se preocupam quando um dente de leite do filho cai. Afinal, vai cair mesmo, não é? Mas é preciso cuidado, porque ele tem um papel fundamental para a saúde dos dentes que virão no futuro: os permanentes.
A atenção indispensável aos primeiros dentes é objeto de um estudo publicado na edição março/abril, de 2008, da General Dentistry, nos Estados Unidos. A pesquisa sugere que muitos pais não sabem o que fazer quando ocorre algum trauma no dente da criança e, principalmente, os danos que isso pode trazer.
Os dentes de leite têm tempo certo para ficar na boca da criança. Aparecem por volta dos 6 meses e devem permanecer até os 6 anos e meio, em média, quando inicia a troca dentária. “Esse tempo é importante porque, além de permitir uma boa mastigação da criança, esses dentes preparam a arcada dentária para receber os permanentes”, diz a odontopediatra Lúcia Coutinho.
Quando esse tempo não é respeitado e eles caem, seja por conta de algum trauma ou pelo aparecimento de cáries, há uma série de problemas que podem surgir, como a perda do espaço certo para o dente permanente, alteração na mastigação e fala e até mesmo no lado psicológico das crianças, que podem se sentir envergonhadas por estar sem o dente antes dos amigos.
O dente caiu
Quando a criança começa a andar, os tombos são inevitáveis, e é comum ela bater a boca no chão. Se sangrar ou o dente amolecer, é preciso levá-la ao dentista imediatamente, para que ele analise o trauma. “O dente de leite não se reimplanta. Quando não é possível salvá-lo, é colocada uma prótese fixa funcional que mantém o espaço do perdido, para não atrapalhar o desenvolvimento da arcada dentária da criança”, diz Lúcia.
E quando o trauma é com um dente permanente? “O ideal é que ele seja lavado imediatamente com soro fisiológico ou água filtrada e recolocado no lugar. Essa é a melhor técnica para o reimplante dentário, porque o coágulo formado no local segura o dente até chegar ao profissional”, diz Lúcia. Outra possibilidade é colocar o dente num copo com leite ou saliva da criança.
Segundo o estudo americano, o sucesso para o reimplante depende da rapidez até a chegada ao especialista, que não deve ultrapassar 30 minutos. “Pais, professores ou quem estiver cuidando da criança precisam saber desses cuidados”, diz Lúcia.
Cuidados essenciais
- Crianças que estão começando a andar precisam de sapatos anatômicos próprios para a sua idade;
- Não as deixe no chão molhado, para não escorregarem;
- Evitar a chupeta é fundamental, porque o dente pode ficar mais para frente e vulnerável no momento da queda;
- A higiene bucal deve começar cedo;
- A escovação noturna é fundamental;
- A partir de 1 ano, leve seu filho ao dentista.
A atenção indispensável aos primeiros dentes é objeto de um estudo publicado na edição março/abril, de 2008, da General Dentistry, nos Estados Unidos. A pesquisa sugere que muitos pais não sabem o que fazer quando ocorre algum trauma no dente da criança e, principalmente, os danos que isso pode trazer.
Os dentes de leite têm tempo certo para ficar na boca da criança. Aparecem por volta dos 6 meses e devem permanecer até os 6 anos e meio, em média, quando inicia a troca dentária. “Esse tempo é importante porque, além de permitir uma boa mastigação da criança, esses dentes preparam a arcada dentária para receber os permanentes”, diz a odontopediatra Lúcia Coutinho.
Quando esse tempo não é respeitado e eles caem, seja por conta de algum trauma ou pelo aparecimento de cáries, há uma série de problemas que podem surgir, como a perda do espaço certo para o dente permanente, alteração na mastigação e fala e até mesmo no lado psicológico das crianças, que podem se sentir envergonhadas por estar sem o dente antes dos amigos.
O dente caiu
Quando a criança começa a andar, os tombos são inevitáveis, e é comum ela bater a boca no chão. Se sangrar ou o dente amolecer, é preciso levá-la ao dentista imediatamente, para que ele analise o trauma. “O dente de leite não se reimplanta. Quando não é possível salvá-lo, é colocada uma prótese fixa funcional que mantém o espaço do perdido, para não atrapalhar o desenvolvimento da arcada dentária da criança”, diz Lúcia.
E quando o trauma é com um dente permanente? “O ideal é que ele seja lavado imediatamente com soro fisiológico ou água filtrada e recolocado no lugar. Essa é a melhor técnica para o reimplante dentário, porque o coágulo formado no local segura o dente até chegar ao profissional”, diz Lúcia. Outra possibilidade é colocar o dente num copo com leite ou saliva da criança.
Segundo o estudo americano, o sucesso para o reimplante depende da rapidez até a chegada ao especialista, que não deve ultrapassar 30 minutos. “Pais, professores ou quem estiver cuidando da criança precisam saber desses cuidados”, diz Lúcia.
Cuidados essenciais
- Crianças que estão começando a andar precisam de sapatos anatômicos próprios para a sua idade;
- Não as deixe no chão molhado, para não escorregarem;
- Evitar a chupeta é fundamental, porque o dente pode ficar mais para frente e vulnerável no momento da queda;
- A higiene bucal deve começar cedo;
- A escovação noturna é fundamental;
- A partir de 1 ano, leve seu filho ao dentista.
Fluorose: entenda o que é e como evitar
A ingestão em excesso de flúor na infância, presente principalmente no creme dental, prejudica a formação dos dentes. Pesquisadores da USP criam produto com metade da substância das pastas normais
“Venha escovar os dentes.” Além desse alerta, que é provável que você repita para o seu filho várias vezes ao dia, há outro cuidado fundamental na hora da higiene da boca da criança: o creme dental. Isso porque o flúor, presente na maioria desses produtos, se ingerido em excesso, entre 11 meses e 7 anos, momento da formação dos dentes, pode trazer manchas brancas. Em casos mais severos, os dentes podem ficar porosos e amarronzados. É a fluorose.
Hoje não existe no mercado cremes dentais que tenham baixo teor de flúor e ainda assim consigam prevenir a cárie (há alguns produtos sem a substância, mas que não são eficazes nesta prevenção). Com o objetivo de reduzir a fluorose, que vem aumentando nos últimos anos, cientistas da USP de Bauru criaram um produto com metade do flúor das pastas normais. “Não há um consenso de que a redução dessa substância deixe o produto eficaz na prevenção da cárie. Para contornar a situação, abaixamos o pH da pasta, que fez com que o flúor reagisse melhor com o esmalte do dente, sugerindo que o creme seja tão eficaz quanto aqueles com mais quantidade”, diz Marília Buzalaf, professora de bioquímica e cariologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo de Bauru. Segundo a especialista, é provável que o novo creme dental chegue ao mercado ainda este ano, e poderá ser usado por crianças de todas as idades, além dos adultos.
Enquanto os estudos continuam, algumas medidas em casa são importantes para que seu filho não consuma tanto flúor. Em primeiro lugar, aponta Marília, os pais devem evitar comprar aquelas pastas coloridas e com sabores, porque estimulam que a criança engula o produto. Além disso, a quantidade é outro um fator importante. “O ideal é uma ‘sujeirinha’ de pasta na escova”, afirma. Não deixe também os cremes dentais ao alcance de seu filho.
Além do creme dental
Embora ele seja o principal vilão para o surgimento da fluorose, não é o único produto que traz flúor em sua composição. A água e alguns alimentos também podem conter a substância. A fluoretação artificial da água, que existe em algumas regiões, principalmente no sudeste do país, embora importante no controle da cárie da população, merece atenção. “Na hora de preparar mamadeiras e comidas, em que ocorrerá ingestão de um volume maior de água, é importante substituí-la pelas minerais de garrafa”, diz Marília. A especialista alerta que algumas águas compradas não seguem a quantidade de flúor escrita em seu rótulo.
De acordo com a pesquisadora, alguns alimentos consumidos principalmente pelas crianças, como achocolatados em caixinha e bolachas, apresentaram flúor em sua composição. “Muitas vezes, esses produtos infantis são enriquecidos com fósforo e cálcio, e é comum que a fonte de fósforo venha contaminada com o flúor, sem o conhecimento do fabricante”, afirma. Por isso, procure evitar que seu filho consuma muito esses alimentos, supervisione sempre o momento da escovação dos dentes e oriente-o para que cuspa todo o produto.
Hoje não existe no mercado cremes dentais que tenham baixo teor de flúor e ainda assim consigam prevenir a cárie (há alguns produtos sem a substância, mas que não são eficazes nesta prevenção). Com o objetivo de reduzir a fluorose, que vem aumentando nos últimos anos, cientistas da USP de Bauru criaram um produto com metade do flúor das pastas normais. “Não há um consenso de que a redução dessa substância deixe o produto eficaz na prevenção da cárie. Para contornar a situação, abaixamos o pH da pasta, que fez com que o flúor reagisse melhor com o esmalte do dente, sugerindo que o creme seja tão eficaz quanto aqueles com mais quantidade”, diz Marília Buzalaf, professora de bioquímica e cariologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo de Bauru. Segundo a especialista, é provável que o novo creme dental chegue ao mercado ainda este ano, e poderá ser usado por crianças de todas as idades, além dos adultos.
Enquanto os estudos continuam, algumas medidas em casa são importantes para que seu filho não consuma tanto flúor. Em primeiro lugar, aponta Marília, os pais devem evitar comprar aquelas pastas coloridas e com sabores, porque estimulam que a criança engula o produto. Além disso, a quantidade é outro um fator importante. “O ideal é uma ‘sujeirinha’ de pasta na escova”, afirma. Não deixe também os cremes dentais ao alcance de seu filho.
Além do creme dental
Embora ele seja o principal vilão para o surgimento da fluorose, não é o único produto que traz flúor em sua composição. A água e alguns alimentos também podem conter a substância. A fluoretação artificial da água, que existe em algumas regiões, principalmente no sudeste do país, embora importante no controle da cárie da população, merece atenção. “Na hora de preparar mamadeiras e comidas, em que ocorrerá ingestão de um volume maior de água, é importante substituí-la pelas minerais de garrafa”, diz Marília. A especialista alerta que algumas águas compradas não seguem a quantidade de flúor escrita em seu rótulo.
De acordo com a pesquisadora, alguns alimentos consumidos principalmente pelas crianças, como achocolatados em caixinha e bolachas, apresentaram flúor em sua composição. “Muitas vezes, esses produtos infantis são enriquecidos com fósforo e cálcio, e é comum que a fonte de fósforo venha contaminada com o flúor, sem o conhecimento do fabricante”, afirma. Por isso, procure evitar que seu filho consuma muito esses alimentos, supervisione sempre o momento da escovação dos dentes e oriente-o para que cuspa todo o produto.
Assinar:
Comentários (Atom)
